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Planeta Evolução



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Teorias da formação do Universo




1- Formação do Sistema Solar e Evolução Planetária
Muitas teorias foram propostas para a formação do sistema solar:
As primeiras delas, as chamadas teorias catastróficas, davam conta que o sistema solar poderia ter se formado quando outro astro passou perto o suficiente do nosso Sol para “arrancar” matéria solar, matéria esta que formou o cortejo planetário, contudo esta teoria apresentava dois problemas principais: pressupõem que o Sol já estava formado, portanto não explica satisfatoriamente como o Sol surgiu e segundo não explica porque os planetas, tendo surgido diretamente da matéria solar, apresentam diferentes proporções de elementos químicos das que são encontradas no Sol, nem explica as diferenças gritantes entre os planetas ditos terrestres ou telúricos e os planetas gasosos ou jovianos.
Essas teorias foram abandonadas em detrimento da Teoria de Acresção.

2- A Teoria de Acresção: a Nebulosa Solar Primitiva (NSP)

Esta teoria foi proposta inicialmente por Laplace em 1796, em suas linhas gerais ela propunha que existia uma nuvem de gás e poeira e esta nuvem aos poucos agregou mais gás e poeira em um determinado ponto o qual veio formar o Sol, posteriormente os planetas formaram-se da mesma matéria interestelar, o que Laplace não soube explicar é como os planetas foram capturados pelo Sol, bem como supôs que o Sol produzia energia através da queima da sua matéria. Primeiramente uma nuvem de gás e poeira densa começa a entrar no que se chama de colapso gravitacional, ou seja, um aumento na concentração de gás.
Em um determinado ponto da nuvem faz com que haja um conseqüente aumento da gravidade local e este processo provocou um círculo vicioso onde atração gravitacional promove a atração de mais matéria que por sua vez aumenta ainda mais a atração gravitacional atraindo mais matéria. Contudo, no disco de poeira e gás que ainda circunda esta jovem estrela, aconteciam outros processos que culminariam na formação dos planetas. Gás e poeira ainda restantes começavam a condensar-se sendo que a uma dada distância do Sol somente se condensaram os materiais cujos pontos de fusão eram mais altos do que a temperatura local (caso contrário se vaporizaria antes de poderem se aglutinar). Logo mais próximo da estrela os matérias refratários como silicatos e óxidos predominaram aos gases (mais voláteis) sendo que nesta região formaram-se os planetas telúricos. Enquanto que em regiões mais afastadas da estrela (na região de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), condensaram-se compostos mais leves como C, N, O e H bem como água, dióxido de carbono, metano e amônia. Desta forma se diferenciaram os planetas telúricos dos jovianos.
O que ocorreu após a formação dos grânulos iniciais ainda é motivo de debate, mas a teoria que parece se firmar é que houve, ao nível de planos orbitais planetários, foi que estes grãos formaram não um único corpo diretamente, mas inúmeros corpos com dimensões quilométricas que através do atrito com a matéria nebular ainda restante diminuía sua velocidade propiciando choques que acabaram por formar finalmente os planetesimais que nada mais eram que os embriões dos planetas.
Estes planetesimais, contudo já podiam dadas as suas dimensões e densidade, exercer suficiente atração gravitacional para atrair mais matéria, evoluindo muito mais rapidamente em massa e dimensões do que até então.
Neste ponto se dá a diferenciação que originará os planetas telúricos dos jovianos.
Os planetas jovianos parecem terem sido os primeiros a completarem sua formação, devido, principalmente ao fato que em suas órbitas afastadas existia muito mais gelo do que em órbitas mais interiores ao planeta Júpiter. Sendo que o gelo possui uma aderência natural estes planetas cresceram muito mais rapidamente do que os telúricos, este rápido crescimento propiciou que eles absorvessem os gases leves que os constituem antes que estes gases se dissipassem pelo calor e pelo vento solar. Asteróides mais afastados, ricos em água e outros gases bem como carbono, foram perturbados gravitacionalmente por Júpiter e escaparam de suas órbitas sendo atraídos pelos planetas internos quando passaram perto destes. Pela emissão de gás destes materiais formaram-se as atmosferas dos planetas internos.

3- A Formação dos Oceanos

O planeta Terra, até onde se sabe, é o único a manter água líquida em sua superfície. Mas como os Oceanos se formaram?
A teoria mais aceita diz que a emissão de gás das rochas na formação do planeta liberou gases suficientes para o surgimento de um efeito estufa, parte destes gases era vapor d’água que se condensava a partir de certa altitude e voltava a cair sobre a superfície como chuva, no entanto o calor extremo do solo ainda semi-liquefeito fazia com que a água evaporasse antes mesmo de tocá-lo. Este vapor voltava a condensar-se e a se precipitava na forma de verdadeiros “dilúvios”, este processo intermitente durou aproximadamente 100 milhões de anos. Neste período de tempo, a constante precipitação e evaporação da água auxiliaram o abaixamento da temperatura superficial. No momento em que a temperatura do solo atingiu um ponto abaixo do ponto de ebulição da água esta pôde começar a se acumular nos pontos mais baixos da superfície do globo.
O violento escoamento das partes mais altas da superfície, com a conseqüente erosão, ocasionou o arraste de grandes quantidades de sais para os oceanos recém formados, tornando-os salgados.

4- Os Compostos Orgânicos Primitivos

A origem dos compostos orgânicos no nosso planeta ainda é um problema não tanto pela incerteza de sua formação, mas quanto a sua origem. Duas hipóteses são igualmente coerentes, a da formação à partir da atmosfera primitiva e a da origem extraterrestre. Após uma semana de funcionamento ininterrupto, a água existente no balão rica em carbono, como os oceanos primitivos, começou a ficar turva e com coloração vermelha. Uma vez analisada esta água demonstrou ser uma mistura complexa de aminoácidos.
Dessa forma Miller demonstrou que na atmosfera primitiva, os relâmpagos e os compostos químicos, poderiam fornecer o substrato e a energia suficiente para a síntese de moléculas orgânicas complexas.
Porém outra teoria muito debatida é a da origem extraterrestre dos aminoácidos. Análise por rádio e espectrometria de nebulosas revelou uma incrível variedade com mais de 200 elementos e compostos químicos. Mas até o presente momento não foram localizados aminoácidos nestas nuvens gasosas. Contudo os aminoácidos já foram localizados em meteoritos e estes meteoritos são precisamente do tipo que se acredita ter trazido água para a Terra na época de sua formação. Dessa maneira, de uma forma ou de outra, provavelmente os Oceanos se formaram conjuntamente com os primeiros aminoácidos.

5- biogênese x geração espontânea

Outro ataque comum dos Criacionistas é comparar esses dois conceitos, e por meio do fato do último ter sido desacreditado, associá-lo com o primeiro.
É fato que o conceito de Biogênese abrange a idéia de Geração Espontânea, num sentido mais largo. Mas o que entendemos historicamente sobre esta idéia nada tem haver com o que entendemos como Biogênese hoje. As antigas teorias de Geração Espontânea consideravam a existência de certo "Princípio Ativo" na matéria que faria emergir o "Élan Vital", produzindo as mais diversas formas de vida em certas condições.
Como vimos, a idéia de uma Força Vital caiu em descrédito na Ciência desde os primórdios da Biologia, e com ela a de Princípio Ativo, que tinha uma clara conotação "mística". Hoje em dia, lembremos, o que define a vida são certas propriedades de uma estrutura complexa que não são, em essência, diferentes das demais propriedades de estruturas menos complexas na natureza.
Além disso, a idéia de Geração Espontânea clássica pressupunha saltos quantitativos imensos, uma vez que não se conhecia os níveis microscópicos da vida que conhecemos hoje. Os precursores da ciência nesta época desconheciam os microorganismos, e então aceitavam que seres relativamente "pequenos", como camundongos, minhocas ou moscas, pudessem surgir de matéria inanimada. Evidentemente eles pressupunham que estes animais eram suficientemente simples para permitir esse salto, no entanto hoje sabemos que eles possuem um nível de complexidade incomensuravelmente maior que os organismos mais simples que posteriormente foram descobertos.
Sendo assim, desconsiderando a idéia do Princípio Ativo, o grande problema da Geração Espontânea tradicional era não a idéia de que a vida poderia vir da não vida, que é a mesma idéia de Biogênese contemporânea, mas sim subestimar a distância que separa aqueles pequenos animais das estruturas pré-vivas que supomos hoje, além de superestimar as possibilidades onde ocorreriam condições para o surgimento espontâneo da vida.
À medida que o micro mundo foi sendo descoberto, muitos pensadores que já não mais criam na Geração Espontânea clássica foram reformulando suas concepções e supondo que a vida poderia sim surgir da não vida em níveis cada vez mais microscópicos, e verdade seja dita, é a idéia que sustentamos até hoje, porém em condições muitíssimo mais especiais do que as supostas antigamente.
Na realidade podemos refletir sobre o fato de que talvez ainda não conheçamos os níveis mais fundamentais da vida, e que estejamos a cometer erros similares ao do passado ao pressupormos que as estruturas vivas mais simples que conhecemos já nos permitam visualizar com alguma precisão quais seriam os primeiros organismos vivos. Mas é importante lembrar que estamos num processo progressivo de conhecimento, e que mais e mais desvendamos substâncias da natureza, estando cada dia mais perto de descobrir o mistério da Biogênese. Afinal podemos ter certeza de que há um limite para essa regressão ao microscópico, ninguém mais hoje sustenta que há uma cadeia infinita de estruturas menores e maiores do que as que conhecemos.
Portanto, num sentido menos tradicional, pode-se realmente comparar Geração Espontânea com Biogênese, ou mesmo equivale-las, mas sempre tendo em mente essas diferenças históricas que são a ausência de qualquer Principio Ativo ou Vital, uma distância quantitativa muitíssimo menor entre os organismos vivos mais primitivos e os não vivos mais complexos, e condições para o surgimento espontâneo da vida muitíssimo mais raro e específico.
As famosas experiências de Pasteur e similares não invalidaram totalmente o conceito de Geração Espontânea neste sentido mais amplo, mas sim no sentido clássico restrito, de que naquelas condições propostas certas formas de vida, como ratos, poderiam ter surgido em condições tão comuns, como uma lixeira, num imenso salto transformativo. Ou mesmo nas experiências de Spallanzani, que já examinou microorganismos, mas ainda assim bem maiores do que os que conhecemos hoje.
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